Brasília-DF, 21 de novembro de 2008
Ao
Excelentíssimo Senhor
Doutor José Roberto Arruda
Governador do Distrito Federal
Senhor Governador,
Com a aproximação da comemoração do cinqüentenário de Brasília, animamo-nos com a capacidade de trabalho de Vossa Excelência, ancorada na persistência e na dedicação, para que Brasília possa se transformar na cidade com que todos sonhamos: limpa, ordeira, livre das ilegalidades e cada dia mais verde e mais florida.
Motivados pela busca de tão nobre objetivo, sentimento da maioria dos habitantes da cidade, não temos nos furtado a continuar colaborando com o seu governo pelo que, mais uma vez, solicitamos sua atenção ao que se expõe e para o que pedimos solução:
a comunidade nos tem trazido suas insatisfações quanto ao estado atual das áreas verdes da cidade, onde se observa uma diminuição flagrante ou demasiada demora nos atendimentos a nossas demandas. Elas chegam a se acumular junto à NOVACAP/DPJ sem contudo, serem solucionadas, o que traz grandes prejuízos às lideranças comunitárias e à imagem do Governo que apoiamos. O número de moradores insatisfeitos aumenta e as vozes, antes isoladas, somam-se e se transformam em clamores e manifestações na imprensa. Salta-nos aos olhos, a insuficiência de recursos, tanto humano quanto material, talvez razão relevante para a letargia que agora consome o tão atuante DPJ de outras épocas.
Entendemos, senhor Governador, em que pese os problemas de ordem trabalhista amplamente conhecidos enfrentados pela NOVACAP, que não se pode desconhecer que Brasília se notabiliza por ser uma cidade-parque, com extensas áreas verdes a exigir atenção diária dos órgãos responsáveis pela sua manutenção e por outros cuidados pertinentes. Entre os últimos se incluem o controle sistemático sobre os donos de quiosques, os ambulantes e os vendedores de comida, esses sem qualquer controle sanitário e da fiscalização.
Mas, embora se trate de assuntos conexos, queremos nos cingir ao foco de nossa correspondência, certos de que Vossa Excelência determinará providências para a solução do problema. Se assim o fizer, tenha certeza que lhe daremos o retorno sobre o desempenho de seus servidores.
Há que se resolver a questão do atual DPJ. Ele está na NOVACAP, tem uma ação acanhada e não passa para a comunidade de forma clara os problemas que enfrenta. Mas não deve ser sem razões que não atende às demandas encaminhadas. Pedimos a Vossa Excelência, uma atenção especial para com o DPJ. Por que não lhe conceder um status diferenciado, de maneira a dotá-lo das condições necessárias de modo a lhe permitir cumprir com suas inúmeras atribuições? Por que não destinar-lhe recursos suficientes para a reconstituição dos gramados da cidade que, em grande parte, já cederam lugar a ervas daninhas ou à terra vermelha, trazendo à cidade a imagem do descuido e do desmazelo?
E os jardins floridos outrora existentes nas entradas das superquadras? A quase totalidade foi sendo eliminada. E os pontos d’água para irrigação das áreas verdes? Sumiram, ou porque a CAESB inventou uma “tarifa de irrigação” insuportável para as prefeituras comunitárias ou porque a Administração de Brasília ou a NOVACAP os retiraram, sob a alegação de que era impossível arcar-se com os novos custos das contas de água. As prefeituras mais renitentes e que podem dispor de alguma contribuição de seus moradores ( poucas), ainda os mantém o que, convenhamos, é despropositado quando se trata de área pública cuidada, plantada e irrigada, sem qualquer contrapartida.
Senhor Governador, esse é a nossa lamentação do momento. Temos a certeza de que Vossa Excelência saberá interpretá-la, dando-lhe a dimensão da realidade, realidade essa, talvez até contrastante com a colhida junto a seus auxiliares diretos, mas cuja ponderação só cabe a sua pessoa. Temos a certeza de estarmos contribuindo com Brasília e, por extensão com seu governo.
Reiterando os protestos de elevada estima e consideração, firmamo-nos
Atenciosamente,
Heliete de Almeida Ribeiro Bastos
Presidente do CCAS